PROJETO:
SEXUALIDADE NA ESCOLA
Autora: Romenise dos Anjos Lima Cerqueira
Introdução
A sexualidade é
tema freqüentemente vivenciado e discutido por alunos e professores as escolas,
se não formalmente, em programas de
educação sexual ou em aulas de ciências
u biologia,
informalmente, nas conversas e relacionamentos entre estudantes no cotidiano da
escola e
nas reuniões pedagógicas
dos docentes. O interesse
sobre sexualidade no
contexto escolar reforça
a característica multidimensional do
processo ensino-aprendizagem, mostrando que
o desenvolvimento cognitivo
do indivíduo é
estreitamente relacionado e, portanto,
influenciado por seu
desenvolvimento pessoal e
social, no qual
a sexualidade e efetividade têm papéis fundamentais. O
educador, incluindo aqui os profissionais da educação a família, através do seu relacionamento
pessoal e profissional com o aprendiz, proporciona este,
estímulos que contribuem
para a reorganização
do sistema nervoso
em desenvolvimento da criança e do adolescente. É esta reorganização que
produz e caracteriza a aquisição de novos comportamentos pelo indivíduo, possibilitando-o desenvolver
estratégias ara seu viver
em sociedade, em
bem estar biopsicossocial, objetivo
final da educação. No entanto, nem sempre os educadores
e a família
conhecem e reconhecem
a importância da
contribuição dos diversos
fatores que influenciam
o processo ensino-aprendizagem e que
podem, portanto, facilitar ou comprometer o desenvolvimento neuropsíquico do indivíduo.
A identificação das limitações e demandas dos profissionais da
educação e das famílias para a orientação adequada do desenvolvimento da
criança e do adolescente pode contribuir para a
melhoria desse processo.
Objetivo Geral
Promover o desenvolvimento pessoal
e social do(a) adolescente através da
reflexão e do aprofundamento de questões da sexualidade, propondo aos(as) alunos(as)
rever e ampliar
conceitos e condutas
ao lidar com
a sua sexualidade.
Objetivos Específicos
- Sensibilizar os alunos(as) para promoverem o desenvolvimento pessoal e social dos(as) adolescentes através de ações de caráter educativo e participativo
- Discutir mecanismos com os alunos(as) para a incorporação de metodologias participativas que possibilitem a construção do ensino - aprendizagem mais compreensivas, para suas relações interpessoais mais igualitárias e harmoniosas,
- Contribuir na formação de seres mais autônomas e solidárias, capazes de transformar sua vida pessoal e coletiva.
- Propiciar para que os alunos(as) passem a significar ou ressignificar vivências e posturas no exercício de sua cidadania, na atuação como agentes de mudanças e transformações sociais e na vivência de sua sexualidade adotando comportamentos de prevenção.
Clientela
O projeto “Sexualidade na Escola”
foi realizado com a alunos da 1.ª , 2.ª e 3.ª série do ensino médio do turno matutino.
Justificativa
O objetivo da
educação sexual na escola consiste em colocar professores com um preparo
adequado e desempenhar de forma significativa seu papel, ajudando os alunos a
superarem suas dúvidas, ansiedades, angústias, pois “A criança chega na escola
com todo tipo de falta de informação e geralmente com uma atitude negativa em
relação ao sexo. As dúvidas, as crendices e posições negativas serão
transmitidas aos colegas”. (SUPLICY, 1983).
De acordo com Maria Luíza Silveira
Teles “Os professores encarregados de educação sexual na escola devem ter
autenticidade, empatia e respeito. Se o lar está falhando neste campo, cabe à
escola preencher lacunas de informações, erradicar preconceitos e possibilitar
as discussões das emoções e valores” (TELES, 1992).
A sexualidade sempre foi um tema de
difícil discussão, sobretudo para crianças. A curiosidade, a descoberta das
diferenças no próprio corpo e no corpo do outro, a descoberta das carícias e a
fonte incontestável de prazer que o sexo representa, fizeram do assunto um tabu
e algo que “não é conversa para crianças” contribuindo ainda mais na imaginação
de cabecinhas ansiosas por informações.
Por todos esses motivos se torna
necessário que escola tenha educadores preparados para esclarecer as dúvidas
dos alunos. É importante que o professor demonstre que as manifestações da
sexualidade infantil são prazerosas e fazem parte do desenvolvimento saudável
de todo ser humano, dessa forma o professor estará contribuindo para que o
aluno reconheça suas necessidades e desejos, ao mesmo tempo em que aprende as
normas de comportamento necessário para viver em sociedade.
De acordo com o PCN´s - Orientação
Sexual, escolas que tiveram bons resultados com a educação sexual relatam
resultados como aumento do rendimento escolar, devido ao alívio de tensão e
preocupação com questões da sexualidade e aumento da solidariedade e do
respeito entre os alunos. Para crianças menores relatam que informações
corretas ajudam a diminuir a angústia e agitação em sala de aula (p. 122,
1997).
(...) E quem são, afinal os
responsáveis por uma educação sexual que permita uma visão consciente da
sexualidade (...) claro que os primeiros e principais responsáveis são os pais
(...) E quem são os adultos que, pelo menos em tese, deveriam aliar-se aos pais
nessa difícil tarefa de educar? Os professores, claro! (SAYÃO, Rosely).
Desta forma, há muito para se
implementar no decorrer dos próximos anos para que a nossa sociedade aprenda a
se compor com as exigências de nossa sexualidade sem preconceitos e tabus.
Metodologia
Para ser desenvolvido o Projeto
“Sexualidade na Escola: uma proposta educativa para adolescentes” foram realizadas palestras semanais com os alunos
do ensino médio, nas quais após cada vídeo sobre sexualidade assistidos ,foram
debatidos ,e posteriormente os textos
relacionados à temática sexualidade foram confeccionados e definidos os temas a serem trabalhados, bem como as respectivas dinâmicas. São, também foram, planejados e
escolhidos os recursos didáticos: colagens, desenhos, pinturas, dramatizações,
etc.
As atividades foram realizadas com 05 grupos de adolescentes (os da 1ª série,2ª.
série e os da 3ª série – por opção dos
próprios adolescentes), por meio de oficinas, às segundas –feiras e
sexta-feira, das 08 :30 às 10:00, em uma sala ampla da escola, com o número de
adolescentes variando entre nove a treze
em cada grupo(conforme fotos anexas).
Segundo Carvalho; Rodrigues; Medrado (2005, p. 379), entende-se por oficina
como sendo um trabalho estruturado com
grupos, independentemente do número de encontros, sendo focalizado em torno de
uma questão central que o grupo de propõe a elaborar, em um contexto social. A
elaboração que se busca na oficina não se restringe a uma reflexão racional,
mas envolve os sujeitos de maneira integral,
formas de pensar, sentir e agir.
Ao final das oficinas realizamos um dia de peças teatrais propostas
pelos grupos de alunos já citados (conforme fotos anexas).
Avaliação
Os critérios
para avaliação didáticos-pedagogicos dos alunos envolvidos no projeto foram de
caráter quantitativo e qualitativo de acordo com as suas respectivas equipes
conforme os seguintes critérios participação, assiduidade,entrosamento com equipe,compromisso,cumprimento de entrega de
trabalhos,obediência a cada fase do projeto.
Registros
do Projeto








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