sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sexualidade na Escola


 

PROJETO: SEXUALIDADE NA ESCOLA


Autora: Romenise dos Anjos Lima Cerqueira

Introdução



A sexualidade é tema freqüentemente vivenciado e discutido por alunos e professores as escolas, se não  formalmente, em programas de educação sexual ou em aulas de ciências

u biologia, informalmente, nas conversas e relacionamentos entre estudantes no cotidiano da escola  e  nas  reuniões  pedagógicas  dos  docentes. O  interesse  sobre  sexualidade  no  contexto  escolar  reforça  a  característica  multidimensional  do  processo  ensino-aprendizagem, mostrando  que  o  desenvolvimento  cognitivo  do  indivíduo  é  estreitamente  relacionado  e, portanto,  influenciado  por  seu  desenvolvimento  pessoal  e  social,  no  qual  a  sexualidade  e efetividade têm papéis fundamentais. O educador, incluindo aqui os profissionais da educação  a família, através do seu relacionamento pessoal e profissional com o aprendiz, proporciona  este,  estímulos  que  contribuem  para  a  reorganização  do  sistema  nervoso  em desenvolvimento da criança e do adolescente. É esta reorganização que produz e caracteriza a aquisição de novos comportamentos pelo  indivíduo, possibilitando-o desenvolver estratégias ara  seu  viver  em  sociedade,  em  bem  estar  biopsicossocial,  objetivo  final  da  educação. No entanto,  nem  sempre  os educadores  e  a  família  conhecem  e  reconhecem  a  importância  da  contribuição  dos  diversos  fatores  que  influenciam  o  processo  ensino-aprendizagem  e  que podem, portanto, facilitar ou comprometer o desenvolvimento neuropsíquico do indivíduo. A  identificação das  limitações e demandas dos profissionais da educação e das  famílias para a  orientação adequada do desenvolvimento da criança e do adolescente pode contribuir para a  melhoria desse processo. 



Objetivo Geral



Promover  o  desenvolvimento  pessoal  e  social  do(a) adolescente  através da  reflexão  e do  aprofundamento de questões da  sexualidade, propondo aos(as)  alunos(as)  rever  e  ampliar  conceitos  e  condutas  ao  lidar  com  a  sua sexualidade. 


Objetivos  Específicos



  1. Sensibilizar  os alunos(as)  para  promoverem  o  desenvolvimento pessoal e social dos(as) adolescentes através de ações de caráter educativo e participativo
  2. Discutir    mecanismos com os alunos(as)  para  a  incorporação  de  metodologias  participativas  que  possibilitem  a construção  do  ensino  -  aprendizagem mais  compreensivas,  para  suas relações  interpessoais mais igualitárias e harmoniosas,
  3. Contribuir na formação de seres mais autônomas e solidárias, capazes de  transformar sua vida pessoal e coletiva.
  4. Propiciar  para que os alunos(as) passem a  significar  ou  ressignificar vivências e posturas no exercício de sua cidadania, na atuação como agentes de mudanças  e  transformações  sociais  e  na  vivência  de  sua  sexualidade  adotando comportamentos de prevenção.



Clientela



O projeto “Sexualidade na Escola” foi realizado  com   a alunos da 1.ª , 2.ª e 3.ª série do  ensino médio do turno  matutino.





Justificativa



O objetivo da educação sexual na escola consiste em colocar professores com um preparo adequado e desempenhar de forma significativa seu papel, ajudando os alunos a superarem suas dúvidas, ansiedades, angústias, pois “A criança chega na escola com todo tipo de falta de informação e geralmente com uma atitude negativa em relação ao sexo. As dúvidas, as crendices e posições negativas serão transmitidas aos colegas”. (SUPLICY, 1983).

De acordo com Maria Luíza Silveira Teles “Os professores encarregados de educação sexual na escola devem ter autenticidade, empatia e respeito. Se o lar está falhando neste campo, cabe à escola preencher lacunas de informações, erradicar preconceitos e possibilitar as discussões das emoções e valores” (TELES, 1992).

A sexualidade sempre foi um tema de difícil discussão, sobretudo para crianças. A curiosidade, a descoberta das diferenças no próprio corpo e no corpo do outro, a descoberta das carícias e a fonte incontestável de prazer que o sexo representa, fizeram do assunto um tabu e algo que “não é conversa para crianças” contribuindo ainda mais na imaginação de cabecinhas ansiosas por informações.

Por todos esses motivos se torna necessário que escola tenha educadores preparados para esclarecer as dúvidas dos alunos. É importante que o professor demonstre que as manifestações da sexualidade infantil são prazerosas e fazem parte do desenvolvimento saudável de todo ser humano, dessa forma o professor estará contribuindo para que o aluno reconheça suas necessidades e desejos, ao mesmo tempo em que aprende as normas de comportamento necessário para viver em sociedade.

De acordo com o PCN´s - Orientação Sexual, escolas que tiveram bons resultados com a educação sexual relatam resultados como aumento do rendimento escolar, devido ao alívio de tensão e preocupação com questões da sexualidade e aumento da solidariedade e do respeito entre os alunos. Para crianças menores relatam que informações corretas ajudam a diminuir a angústia e agitação em sala de aula (p. 122, 1997).

(...) E quem são, afinal os responsáveis por uma educação sexual que permita uma visão consciente da sexualidade (...) claro que os primeiros e principais responsáveis são os pais (...) E quem são os adultos que, pelo menos em tese, deveriam aliar-se aos pais nessa difícil tarefa de educar? Os professores, claro!  (SAYÃO, Rosely).

Desta forma, há muito para se implementar no decorrer dos próximos anos para que a nossa sociedade aprenda a se compor com as exigências de nossa sexualidade sem preconceitos e tabus.

Metodologia

Para ser desenvolvido o Projeto “Sexualidade na Escola: uma proposta educativa para adolescentes” foram  realizadas palestras semanais com os alunos do ensino médio, nas quais após cada vídeo sobre sexualidade assistidos ,foram debatidos ,e posteriormente os  textos relacionados à temática sexualidade foram confeccionados  e definidos os temas a serem  trabalhados, bem como as respectivas  dinâmicas. São, também foram, planejados e escolhidos os recursos didáticos: colagens, desenhos, pinturas, dramatizações, etc.

As atividades foram  realizadas com 05  grupos de adolescentes (os da 1ª série,2ª. série  e os da 3ª série – por opção dos próprios adolescentes), por meio de oficinas, às segundas –feiras e sexta-feira, das 08 :30 às 10:00, em uma sala ampla da escola, com o número de adolescentes variando  entre nove a treze em cada  grupo(conforme fotos anexas). Segundo Carvalho; Rodrigues; Medrado (2005, p. 379), entende-se por oficina como sendo  um trabalho estruturado com grupos, independentemente do número de encontros, sendo focalizado em torno de uma questão central que o grupo de propõe a elaborar, em um contexto social. A elaboração que se busca na oficina não se restringe a uma reflexão racional, mas envolve os sujeitos de maneira integral,  formas de pensar, sentir e agir.

Ao final das oficinas  realizamos um dia de peças teatrais propostas pelos grupos de alunos já citados (conforme fotos anexas).


Avaliação




Os critérios para avaliação didáticos-pedagogicos dos alunos envolvidos no projeto foram de caráter quantitativo e qualitativo de acordo com as suas respectivas equipes conforme os seguintes critérios participação, assiduidade,entrosamento com   equipe,compromisso,cumprimento de entrega de trabalhos,obediência a cada fase do projeto.

Registros do Projeto








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